turma: 2014/05 Karine Borges - 992427 Pâmela Rosa - 1006224 Carla Gazolla – 1050484 Janete Franken - 666789

COMO A TECNOLOGIA PODE MELHORAR A VIDA DAS CRIANÇAS COM BAIXA VISÃO? Fonte: http://intervox.nce.ufrj.br/brfacil/ A professora Cláudia usa a tecnologia para dar mais acessibilidade aos alunos com necessidades educacionais especiais. Ela trabalha com alunos do 3º ano em uma escola municipal no interior do estado do Rio Grande do Sul e tem na sua sala um aluno com baixa visão e ela usa a sala de recursos para ajudar este aluno a conhecer o braile. Ela tem no computador da escola acesso ao Braille Fácil e com um teclado com as letras maiores, além de uma impressora em braile. O programa permite a criação de impressão em braile, a criança ou o professor tem acesso a um editor de texto, onde a escrita é feita normalmente e nas linhas abaixo aparece a escrita em braile. Os textos podem ser importados do Word ou digitados, e uma vez que o texto esteja digitado pode ser visualizado em braile e impresso, tanto no braile com em tinta. A professora diz que faz uso também de outras ferramentas pedagógicas produzidas por ela, como jogos onde o aluno joga usando o tato. Mas, para que o aluno tenha contato com o braile, pois provavelmente vá perder a visão em pouco tempo (segundo os médicos que consultou) é preciso que tenha esse conhecimento da língua escrita em braile, para já ir se adaptando a nova realidade. O programa sozinho não faz o aluno aprender, mas ajuda no acesso à tecnologia e na compreensão da escrita. Mas, cabe ressaltar que a professora atua também na sala de recursos e por isso consegue fazer um atendimento mais individualizado, o que ajuda muito nestes casos. As tecnologias são ferramentas que ajudam pessoas com deficiência a aprender e promovem a inclusão. Porém a tecnologia não substitui o professor, que precisa estar atento e se atualizar, ajudando seus alunos. Nem sempre esta tecnologia está presente na escola, porém este programa pode ser baixado diretamente do portal do Mec. Este programa foi produzido com recursos do FNDE e criado pelo Instituto Benjamin Constant e é um software livre e gratuito. A única desvantagem é que este programa não permite a instalação de uma impressora física, é preciso usar os botões da impressora para selecionar os parâmetros da impressão. A inclusão é um processo que precisa de constantes adaptações por parte dos professores, sendo que as tecnologias podem ser uma ferramenta importante na construção do conhecimento. Portanto, isso não é tudo, diz a professora, precisa-se de muito amor pela educação e dedicação para proporcionar metodologias adequadas a cada caso. A professora Cláudia investe na sua formação continuada, pois está fazendo mestrado e tem pedagogia com ênfase em educação especial, isso ajuda muito na hora que se tem um aluno tão especial na sala de aula que precisa de um atendimento diferenciado. Nesta sala de aula também tem uma monitora, que está cursando pedagogia, e ajuda a professora na sala regular, assim ela pode adotar uma metodologia diferente com este aluno. A tecnologia tornou-se uma cultura e sua utilização na sala de aula estimula a aprendizagem e a inclusão digital, mas para isso o professor precisa estar preparado e saber trabalhar com as diferentes ferramentas oferecidas, salienta a direção da escola. Ter o material é importante, mas é preciso saber fazer um bom uso. Hoje não podemos mais discutir se a tecnologia pode se fazer presente na escola, ela é uma realidade, os alunos têm acesso em casa e em diferentes locais a internet, onde podem fazer pesquisas e navegar livremente, através dos hipertextos. Sendo assim, os alunos com baixa visão ou até sem visão, também precisam poder ter este acesso, ressalta a professora. Isto pode ser feito através deste programa, onde o aluno pode ter acesso ao texto em braile.

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